A Afasia

afasiaA afasia é o impedimento do uso da linguagem provocado por alterações cerebrais e pode definir-se como uma perturbação na capacidade de usar, na descodificação ou codificação, os elementos significativos da fala, os vocábulos ou seus componentes de função distintiva (os fonemas), afetando a sua seleção e oposição em relação à sua similaridade ou a sua combinação e encadeamento na contiguidade de um contexto.

 A afasia é, pois, um problema de linguagem, e portanto competência do linguista, mas também uma alteração numa função mental, estudada pela psicologia. Com a crença de que o pensamento e a linguagem estão intimamente relacionados, é também estudada pelos filósofos. Como envolve o cérebro, é estudada pelas neurociências. Produz uma alteração na emissão verbal, pelo que é estudada na logopedia e, obviamente também ma das áreas de estudo do neuropsicólogo. O estudo da afasia pode e deve, portanto, conciliar esforços conjugados de várias áreas disciplinares.

 A afasia depende de uma lesão cerebral, cuja localização neuroanatómica, e não o agente causal, se revela fulcral para a sintomatologia. Estados patológicos totalmente diferentes, podem produzir síndromes afásicos idênticos.

 Se a afasia é a característica mais saliente do exame neurológico, deve suspeitar-se de patologia estrutural focal que afeta a área da linguagem.

 A afasia é uma perturbação complexa da atividade linguística que surge da destruição de algum elemento do sistema funcional da linguagem e que afeta toda a vida psíquica do Homem. Pode manifestar-se tanto na compreensão (descodificação), como na expressão (codificação) e afetar a esfera oral ou escrita.

 Está relacionada com lesões focais ou difusas, mas é independente de qualquer lesão de órgãos periféricos de execução ou receção. Excluem-se da afasia, as alterações da linguagem devidas a surdo-mudez, debilidade mental, demência ou outras alterações psíquicas.

 As principais áreas da linguagem estão na área perisylviana do hemisfério esquerdo, irrigado pela artéria cerebral média esquerda. Ao nível do tálamo, é sobretudo o núcleo posterior que intervém na linguagem.

 

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