Acting: Patologia do Agir

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Na patologia do agir, o sujeito em vez de pensar as coisas colocam-nas em ato: ora no exterior, através de comportamentos (acting out) oura no próprio corpo (acting in). Segundo Bion, autor conceituado nesta temática, é quando a criança percebe que o objeto materno não é capaz de tipificar ou nomear que a criança passa à ação. Por detrás do acting estão muitas vezes perdas muito precoces – em geral no segundo ano de vida.

A génese do agir parece ser o sofrimento pré-genital (e portanto pré-verbal): está aquém da palavra e logo da memória. Nesta patologia, o indivíduo não quer lembrar-se, mas antes “livrar-se” da sua carga, da sua angústia. Daí o acting.

Existem efetivamente pessoas que têm uma predisposição para o agir. São geralmente pessoas com pouco balizamento por parte do objeto e que, por conseguinte, têm uma maior tendência para usar dos músculos do que o cérebro.

No homem, o acting é geralmente de força, um acting sexual. Já no feminino, as coisas revelam-se geralmente pela intriga, pela “manha”. A mentira parece também ela constituir uma forma de acting.

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