Idosos trocam lares por ‘repúblicas’ para envelhecerem junto dos amigos

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Fruto dos avanços e da medicina, a esperança média de vida tem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos. Mas, ainda assim, continuamos a ter uma sociedade que não se soube adaptar a estas mudanças e, mais do que um momento de descanso, a velhice é, muitas vezes, palco de momentos de tristeza, solidão e sofrimento (quer para os idosos quer para as suas famílias).

Para além de ser difícil obter vaga, os valores a pagar junto dos “lares”, “casas de repouso”, “residências séniores” e afins, estão longe de estar ao alcance de todas as bolsas e simultaneamente também, longe de corresponder às espectativas e necessidades da maioria dos idosos e respetivas famílias.

Em resposta a esta situação, como uma saída para não irem morar nem com seus filhos nem numa casa de repouso (onde não conheceriam ninguém) vários idosos de Cuenca (Espanha) resolveram inovar, e fundaram uma espécie de república da terceira idade, gerida pelos próprios idosos. E o sucesso entre os amigos e familiares foi tão grande que vários se entusiasmaram, e hoje já conta cm 87 residentes!

O local funciona num espaço de mais de 7 mil m², e conta com jardim, pomar, bar, ginásio, biblioteca e diversas atividades de tempo livre para distrair os moradores. Apesar de este tipo de moradia começar a ser comum na Europa (somente num popular escritório de arquitetura espanhol, há mais de mil pedidos de informação sobre esse modelo de república, que precisa cumprir pré-requisitos como móveis sem quinas e botões de emergência nos quartos) em Portugal, os projetos mais próximos parecem corresponder mais às necessidades (financeiras) do construtor/autor do projeto do que os verdadeiros utentes.

Na verdade, os jovens (pela distância do tempo) não pensam muito na velhice e os adultos apressam-se em afasta-la do pensamento. Acontece que quando chega o momento as forças já não são as mesmas e sem o devido planeamento, tudo fica mais difícil. Fica aqui uma ideia interessante, importada do país vizinho e que quem sabe poder ser até uma oportunidade para muitas empresas que, sem procurar prejuízos económicos e aliando o negócio à responsabilidade social, possam permitir uma maior qualidade de vida junto dos idosos portugueses.

 

 

 

 

 

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