Mais de quatro mil crianças não são vacinadas anualmente em Portugal

1102934Em Portugal, apesar de não ser obrigatório, a larga maioria dos pais opta por vacinar as crianças. No total, cerca de 95% das crianças portuguesas são vacinadas, mas ainda assim, de acordo com os números da Direcção-Geral da Saúde, citados esta terça-feira pelo Diário de Notícias, quatro mil ficam por vacinar anualmente.

Apesar de não ser obrigatória, a vacinação é altamente recomendada já que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, evita anualmente a morte de três milhões de pessoas. Entre as principais razões apontadas para um considerável número de pessoas optar por não cumprir o plano de vacinação são o receio de reações adversas à vacinação, o enfraquecimento do sistema imunitário e o desconhecimento da composição das vacinas. No fundo, estamos a falar de uma falta de conhecimento ou conhecimento infundado acerca das vacinas. Não seria importante desmistificar estes temas?

Muitas das vezes o médico ou enfermeiro recomenda a vacinação, como todo o mérito e fundamento, mas talvez fosse importante insistir mais nas razões (as vantagens da vacinação) do que na necessidade abstrata da vacinação. O ser humano não lida bem com o desconhecido. Por conseguinte, a falta de informação conduz a receios infundados cujo esclarecimento contribuiria para o bem de todos. Sim, para o bem de todos, visto que a falta de vacinação contribui para o aumento do risco de contrair a doença e quanto mais crianças estiverem infetadas mais a doença se propaga (maior é o risco de outras crianças contraírem a doença).

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Claro que para afastar estes receios infundados é necessário abertura e diálogo. Não pode haver “medo” de perguntar ao “Sr. Dr.” nem à “Srª Enfermeira”. E, claro está, tem de haver abertura e disponibilidade destes para responderem. E para haver abertura não pode haver pressões quanto ao tempo máximo de atendimento dos doentes, entre muitas outras coisas que não existiriam num sistema de saúde ideal, fruto de uma mera utopia.

Mas não se pretende com isto apontar dedos ou arranhar culpados. Até porque como vimos, no limite poderemos ser todos vítimas da disseminação de doenças por falta de vacinação. É claro que também tem de haver abertura e um verdadeiro amor por parte dos cuidadores. Temos que confiar nos nossos profissionais de saúde e temos que perceber que a saúde das nossas crianças é mais importante do que muitas outras coisas que às vezes (quase orgulhosamente) teimamos em listar como ter de fazer, para justificar que somos “muito ocupados” (coisa que teima em ser sinónimo de “ser importante”), e esquecendo que quando queremos mesmo… quando precisamos mesmo… arranjamos tempo para tudo. Talvez valha a pena pensar nisto.

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