O Pai Natal existe?

pai-natal_jpgÉ frequente os pais perguntarem qual a atitude mais correta a adotar junto das crianças acerca do Pai Natal: O Pai Natal existe? Não existe?

Na verdade, creio que se refletirmos acerca da nossa infância poderemos ter uma ideia acerca da melhor resposta para esta questão.

É normal (e importante para o seu desenvolvimento) que as crianças fantasiem e simbolizem. Ora o verdadeiro Pai Natal (aquele que está para além do marketing e dos interesses económicos de várias empresas, aquele que já existia antes de ser “vestido” de vermelho pela Coca-Cola) vem, ao longo de vários anos, fazendo tradicionalmente parte dessa fantasia. Surge, pois, não só como natural, mas também como positivo que as crianças, até certa idade, possam fazer parte do mundo fantástico do velhote das barbas brancas.

Mas as crianças crescem, desenvolvem-se e vão apercebendo-se que certas fantasias não são mais do que isso mesmo. Mas não levarão a mal? Saber que foram “enganadas” pelos próprios pais e família? – perguntam alguns pais, os mesmos que até instalaram o Pokémon Go nos telemóveis dos filhos e que os vêm jogar como se aquelas criaturas estivessem ali mesmo à frente… O que há para se levar a mal? O amor e o carinho? A afetividade e a ternura? Não será mesmo esse o verdadeiro espírito do Natal e as características que fazem de cada pai, um verdadeiro Pai Natal?

Então isso quer dizer que as crianças, independentemente da idade, devem acreditar para sempre no Pai Natal? Creio que seria bom que as crianças – e como dizia o poeta, dentre de cada adulto existe (ou já existiu) uma criança – guardassem para sempre o verdadeiro espírito que preside ao Natal. Um espírito de paz e amor, infelizmente cada vez mais deturpado quando se privilegiam as ofertas materiais, muitas vezes em detrimento daquilo que é mais importante, como a saúde, a alegria, o amor…

Quanto ao resto, fruto de uma educação e desenvolvimento adequado, mais tarde ou mais cedo, a criança por conhecer a verdadeira história do Pai Natal. E quem sabe, passados alguns anos, não virá, ela própria, a ser também um Pai ou uma Mãe Natal. Talvez valha a pena pensa nisto.

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